Enquanto isso, lá no sul, um dos dirigentes do Grêmio afirma que não quer que Ronaldinho volte para o clube porque o tricolor gaúcho não tem mais caixas de som para receber aquele que um dia fora ídolo, ironizando o episódio de 2011 em que o R10 estava quase certo com o time gaúcho, quando assinou no mesmo dia com o Flamengo. Pouco tempo depois, Ronaldinho mandou embora o Vanderlei Luxemburgo, pra depois dizer que vai embora porque o rubro-negro lhe deve salários atrasados. Desvalorização total tanto com o Grêmio quanto com o Flamengo. O mesmo Ronaldinho está procurando um novo clube, já que foi embora do Galo Mineiro por não aceitar receber a micharia de R$ 600 mil mensais. Ele queria um milhão.
Outro que dá adeus ao Flamengo é o Hernane, alcunhado como O Brocador, depois de um 2014 apagado. Alguém lembrava que ele ainda estava no Flamengo? Agora não está mais. Hernane foi vendido por pouco mais de R$ 13,5 milhões, onde o Flamengo vai ficar com R$ 7 milhões. A torcida que arranje outro ídolo, coisa rara em tempos de crise como os de agora, esqueçam O Brocador, ele agora será mais Sheik, e rezem para o time não descer pra segundona. É, o mesmo time que arrecada R$ 1 bilhão de reais, a segunda maior receita do país, está na iminência da maior catástrofe de sua história. Em dias normais, se os títulos não vinham, haviam pelo menos os ditados: "É, mas o Flamengo não conhece a série B". Cuidado, com uma diretoria dessas, com um time tão limitado e uma péssima gestão, até que a segunda não está tão longe assim.Enquanto os vândalos, alienados pelo nome de seu clube, brigam, espancam e até matam em nome de suas organizadas, vê-se pouco amor a camisa e muito menos fidelidade com o passar do tempo. O Atlético-PR mandou Paulo Baier embora por achá-lo velho demais, pois o senhor de quase 40 anos mostrou-se muito mais fundamental que o furacão imaginava. Sorte a do Criciúma. Nem dirigente, nem jogador, o amor pela camisa já se exauriu. Estão jogando o Botafogo na lama, prestes a falir e ter o CT demolido, mas ninguém pode fazer nada. Metralham os clubes com a mesma intensidade que solta-se tiros nas favelas brasileiras e nós ficamos de braços cruzados. "Eu faço minha parte, sou sócio-torcedor, encho os bolsos dos dirigentes e das falsas estrelas na mesma medida que o meu time afunda". Enquanto o mundo se destrói em guerras, o futebol brasileiro vai no mesmo caminho. Tudo por falta de amor!










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