O técnico holandês é realmente uma figuraça! Deixou isso claro no primeiro jogo da Copa do Mundo ao cumprimentar Robin van Persie de uma maneira extrovertida após o golaço do atacante e vem demonstrando a cada entrevista um jeito peculiar de ser. A primeira fase foi de choradeira, o técnico holandês parecia assistir com muito mais atenção aos jogos do Brasil que qualquer outra pessoa, se irritava quando a nossa Seleção vencia e pressionava os árbitros a irem contra os brasileiros.
No jogo de hoje (05), Van Gaal não pode falar muita coisa sobre a arbitragem, que foi muito boa no tempo normal, mas deixou a desejar nos acréscimos ao deixar de marcar um pênalti sobre o único atacante da Costa-Rica e não deu o segundo amarelo ao zagueiro Martins Indi que fez falta sem bola, mas o juiz da partida nem assinalou a infração. Somado a vários outros momentos de interpretação errada do árbitro, onde invertia as faltas, como na jogada que Robben se joga encima do defensor de Costa Rica e juiz marca uma falta perigosa a favor dos holandeses.
De resto, foi um jogo emociante. A Holanda sempre com a iniciativa, tocando passes, as vezes até demais ao recuar sem vergonha nenhuma ao seu goleiro. Era uma calma desmedida. O jogo foi se arrastando e a Costa Rica foi dando outra aula de como se defender, de compromisso tático e de como manter a garra do começo ao fim. Se Campbel não estava em noite inspirada, Bryan Ruiz supria a ausência controlando o jogo no meio campo.
Nos dez minutos finais do tempo regulamentar, a Holanda sentiu o peso da calma excessiva e pôde sentir na pele a dureza de jogar com a melhor defesa da Copa do Mundo, apenas dois gols sofridos até ali. Robben jogava acima da média, como de costume, auxiliado de perto por Sneijder que fez sua melhor partida na Copa e acertou a bola na trave em duas ocasiões, mas não conseguiram furar o forte bloqueio costa-riquenho. Nem mesmo quando a partida foi para a prorrogação.
Antes do tempo acabar, Van Gaal fez uma estranha substituição e tirou o goleiro titular Cillesen para colocar o terceiro da posição, Tim Krul. Com a partida sendo decidida nas penalidades, nós podemos ver que a irritação do goleiro titular não tinha muita razão e que a excêntrica mudança no gol tinha uma explicação. Os cinco centímetros a mais do goleirão Krul, lhe deram a altura necessária para defender dois pênaltis costa-riquenhos e mandar o bom time da América Central para casa.
Certamente os jogadores da Costa Rica serão recebidos com muita festa em seu país, assim como é quase certo que Van Gaal não vai ter mais a cara de pau em reclamar de favorecimento de "A" ou "B". A Costa Rica sai do Brasil muito valorizada e com a missão cumprida por ter feito história ao chegar pela primeira vez na fase de Quartas-de-Final. A Holanda faz a segunda Semifinal contra a Argentina na proxima quarta-feira.
Van Gaal em comemoração muito
espontânea na primeira partida desse
mundial.
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