"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". O ditado é bem conhecido no Brasil, mas poderia muito bem se aplicar aos esforço alemão para ser novamente campeão do mundo. Para serem tetracampeões os alemães tiveram de esperar 24 anos desde o tri. Mesmo depois de muitos anos de insistência, o título só veio depois de uma enorme formulação na Seleção com um grupo que tem base formada há quase oito anos, onde mais da metade do time titular joga no mesmo time, o Bayern de Munique.
O último título havia sido em 1990. Depois disso, os alemães haviam sido eliminados nas quartas-de-finais em 1994 e 1998, sendo vice-campeões em 2002 (quando o Brasil foi penta), e outros dois terceiros lugares em 2006 e 2010. O título da Copa do Mundo do Brasil vem coroar uma geração fantástica que mesmo sem nenhum jogador fora de série tem jogadores incríveis, com um comprometimento tático invejável e uma frieza que lhes confere um domínio quase que total da partida.
Tínhamos a impressão que não havia um país melhor para levar a taça do que os alemães, fora o Brasil. Eles foram os mais simpáticos, juraram amor pelo nosso país, fizeram amigos brasileiros, dançaram Lepo-Lepo na concentração e ajudaram a população do local onde se isolou para treinar. Rejeitaram profissionais de seu país para empregar alguns brasileiros e até dançaram com os índios. Certamente a vitória sobre o Brasil foi humilhante para a nossa Seleção e para toda a nação, mas fizemos por merecer com a mesma medida que os alemães mereceram ganhar.

Um gol de Gotze no segundo tempo da prorrogação fez brasileiros e alemães vibrarem, interrompendo os torcedores argentinos que diziam que Maradona foi melhor que Pelé. Messi não encantou, assim como nos outros jogos da Copa, teve até ânsia de vômito, mas ganhou a Bola de Ouro de melhor jogador em uma das mais injustas premiações de todas as Copas. A Colômbia também ganhou o prêmio de Fair Play, irônico pelo fato de que Zuñiga tirou Neymar da competição e metralhou nossos sonhos de jogar uma final.
A Alemanha tornou-se tetracampeã e vai ficar como melhor seleção de futebol do mundo até a Rússia, em 2018. Enquanto os alemães festejam em Berlim, os brasileiros se despedem da Copa do Mundo e um clima chato de despedida já invade nossos corações. A Copa das Copas terminou e talvez não veremos outra em nossa terra até o fim de nossas vidas. Ao Brasil, resta começar um planejamento para modernizar nosso futebol e aos alemães os nossos "gratulations" (parabéns).
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