Embora tenha sido os ingleses que, teoricamente, trouxeram ao mundo o esporte mais mágico e contagiante de todos, foi o Brasil quem ganhou a fama de "país do futebol." Fato até explicável já que o melhor jogador do mundo, o mito, o venerável (com a boca fechada, claro) Pelé, somos também o país que mais ganhou Copas do Mundo, serão sete depois de julho. Sem contar nos mais diversos títulos internacionais de nossos clubes e os inúmeros jogadores que nasceram neste "país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza".
Ao passo que o futebol mundial dá passos cada vez mais largos para o futebol bonito, bem jogado, com esquemas táticos bem planejados, numa atmosfera que faz dos campos europeus um lugar em que se sente feliz de pagar para estar todos os fins de semana, o campeonato brasileiro torna-se cada vez mais monótono, sem criatividade, de várzea. Nossos jogadores saem por um preço vergonhoso, ainda muito jovens, tornam-se estrelas de grandes espetáculos, transformam-se em atletas caríssimos e voltam no fim da curta carreira para o país de origem. Vergonha!
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Enquanto brilha o Atlético de Madrid, com um futebol compacto, defesa que beira a perfeição, e um brasileiro que preferiu não jogar por sua pátria fazendo gol adoidado e sendo o melhor atacante da europa; enquanto Cristiano Ronaldo lidera os galáticos do Real Madrid, que tem o regular Pepe zagueiro do time merengue e da seleção portuguesa, que saiu de Maceió para Portugal ainda novo, time que também tem Marcelo, um dos melhores laterais da atualidade que nem me deixa lembrar por qual time atuou no Brasil, time que também tem o Casemiro, volante brasileiro que não servia pro São Paulo, mas que sempre entra para reforçar o Real e que está prestes a ser campeão do maior campeonato do mundo... o Brasil tem um campeonato à base de chutões e do abafa. Vergonha!
Pode ser que ganhar a Copa do Mundo, pra lá de encomendada, possa trazer bom senso aos gestores e invistam mais qualidade que em velharia. Estamos carentes de futebol bem jogado, de fintas, de disputas emocionantes, de grandes finais e bons campeonatos. Falta bom senso, respeito e compromisso. Enquanto isso, o povo brasileiro tem de ficar com esse futebolzinho de várzea, onde as peladas que jogo não tem muito o que tirar da primeira divisão, não resta outra saída: é pagar ingresso caro pra assistir porcaria. E que viva o país do futebol feio.
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